segunda-feira, 21 de março de 2011

23 de março


2010 - Imagens do espaço profundo


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Cinco gerações de astrônomos relutariam em acreditar que algo assim como esta foto algum dia fosse possível, ou viveram maravilhados com esta possibilidade. Um dos astrônomos que merece a dedicatória desta imagem é Giovanni Domenico Cassini (1725-1712) que descobriu os satélites Tetis e Dione em 1864. No dia 23 de março de 2010 a sonda Cassini (ESA/NASA) obteve esta espetacular imagem dos dois satélites de Saturno, Dione mais próxima e Tethys mais distante.

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2001 - Reflexões nos Andes Chilenos

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Cerro Paranal, alto dos Andes, Chile. O maior objeto ótico já construido gera descobertas e reflexões.

A epopéia da astronomia é a própria busca do Hommo sapiens pela sua origem, seu futuro e suas razões. Talvez por ser assim, tão grandiosa de objetivo e ao mesmo tempo tão fundamental e singela de conteudo, a astronomia seja também tão rica em reflexões e buscas.

As biografias e as ferramentas são requintadas, do grego Aristarco ao americano Lowel, do sextante de navegação ao telescópio orbital. Os locais são sempre exuberantes, da trilha de Siding Spring, na Austrália, ao cume de Mauna Kea, no Hawai. Os meios são notavelmente éticos - a ética da observação lúcida e da demonstração racional.

E há biografias, grandes biografias: O humilde catalogador de estrelas de Palermo e sua brilhante passagem pelos asteróides; o frísio que nos fez ver os cometas na borda externa do Sistema Solar; o pomerano que anotou a revolução do todo; o genovês que mostrou como medir a velocidade da luz enquanto localizava satélites distantes; o aristocrata de Boston que fez a marcha para as montanhas do Oeste; o toscano de personalidade exuberante que disseminou o vírus incontrolável da verdade...

Vale a pena dar uma lida na reflexão de Hans Herman Heyer, no endereço postado abaixo do título e do logotipo do European Southern Observatory.


2001 - O fim da Estação Espacial Mir

Sucessora das estações Salyut, a Mir gerou a tecnologia que construiu a ISS

No dia 23 de março de 2001, uma nave cargueira Progress, lançada no dia 24 de janeiro daquele ano com uma provisão extra de combustível, realizou uma operação de reboque e conduziu a Estação Espacial Mir, construida pela União Soviética e colocada em órbita no início de 1986, para uma órbita mais baixa, de onde ela reentrou e foi queimada na atmorfera terrestre.

História da Mir
  • 20 de fevereiro de 1986: a Mir é lançada em órbita.
  • 1991: a Mir supera sua expectativa de vida original de cinco anos.
  • 1995: a Atlantis se torna o primeiro ônibus espacial dos EUA a se acoplar com a Mir.
  • 1997: ocorre um incêndio na estação e a nave de carga bate no módulo Spektr.
  • 1998: a Rússia lança seu primeiro módulo para a ISS (Estação Espacial Internacional).
  • 2000: a MirCorp, empresa holandesa, investe milhões para transformar a Mir em um destino para o turismo espacial. Em novembro desse mesmo ano, a Rússia anuncia que destruirá a estação.
  • 23 de março de 2001: a Mir se desintegra.
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1989 - "First Light" em La Silla

http://www.eso.org/i/esologo.jpgVery sharp images with the ESO NTT at "first light''http://www.eso.org/public/archives/images/thumbs/eso8903a.jpg

"First light", no jargão da astronomia, é a primeira imagem obtida por um telescópio. No dia 23 de março de 1989 o European Southern Observatory noticiava o início de operação do "revolucionário New Tecnology Telescope (NTT)" com espelho de 3,6 metros de diâmetro do Observatório de La Silla, Andes Chilenos. A cúpula do observatório era classificada como "incomum". Segundo informava o ESO: "Ela inteira gira em sincronia com o telescópio durante as observações. A forma peculiar da cúpula resultou de extensos testes em tunel de vento e garante que há um mínimo de turbulência no ar ao redor do telescópio. Juntamente como o controle ótico ativo, estavam garantidas as imagens mais nítidas possíveis.




1961 - Valentin Bondarenko

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Valentin Bondarenko (1937-1961)

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Ucrânia

No dia 23 de março de 1961, um incêndio dentro da câmara hermética onde Bondarenko passara dez dias confinado, num exercício de simulação das condições espaciais, provocou queimaduras que o levaram à morte horas depois, no hospital. Valentin Bondarenko foi o mais jovem astronauta a ser selecionado, até hoje. Tinha 24 anos.



1942 - Asteroide 5535 Annefrank

Em plena Segunda Guerra Mundial, no dia 23 de março de 1942, o astrônomo alemão Karl Wilhelm Reinmuth (1892, 1979) descobriu um asteróide com cerca 6,6 x 5,0 x 3,4 km, orbitando no Cinturão Principal. Este asteróide recebeu o nome de Annefrank, em alusão a adolescente alemã de origem judaica que morreu aos 15 anos de idade num campo de concentração.

No dia 2 de novembro de 2002 a sonda Stardust, um projeto do Laboratório de Propulsão a Jato de Pasadena, realizou um "fly by" sobre o asteróide 5535 Annefrank e obeteve esta imagem:

http://stardust.jpl.nasa.gov/photo/annefrank_s.jpghttp://stardust.jpl.nasa.gov/images/home/annefrank1_t.gif



1779 - Edward Pigott localiza M 64 - No dia 23 de março de 1779 o astrônomo britânico Edward Pigott localizou e anotou uma galáxia wspiral situada na constelação de Coma Berenices, que mais tarde foi catalogada como M 64 no catálogo de Messier.


1749 - Pierre Simon, Marquês de Laplace - No dia 23 de março de 1749 nascia wm Beaumont-en-Auge, França, o astrônomo, matemático e físico Pierre Simon. Ele deu grandes contribuições à astronomia estabelecendo um modelo para a formação do Sistema Solar e estudando a dinâmica da ressonância. Viveu entre 1749 e 1827.

http://eternosaprendizes.com/wp-content/uploads/2009/09/Galilean_moon_Laplace_resonance_animation.gif

Laplace estudou a ressonância no modelo jupiteriano Leia mais sobre isso em http://eternosaprendizes.com/2009/09/22/ganimedes-a-maior-lua-do-sistema-solar-visivel-em-detalhe/

http://webpages.math.luc.edu/~ajs/courses/162spring2003/homework/laplace.jpg

22 de março

2006 – Surpresa! Anãs marrons

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Anãs marrons podem ser de difícil detecção até mesmo para grandes telescópios (http://www.eso.org/public/news/eso0611/)

Durante milênios o homem acreditou que o Universo fosse composto somente daquilo que é visível a olho nu. A noção de que pode haver astros, até mesmo estrelas, flutuando em distâncias menores do que o limite do visível só nasceu com o advento do uso do telescópio. E mesmo depois de aprender a usar o telescópio, ou exatamente por isso, o homem ainda teve surpresas. Ele já estava examinando Urano, as outras galáxias, os sitemas estelares múltiplos... quando de repente topou com os asteróides que praticamente raspam na Terra. E não foi esta a única "topada" com o desconhecido batendo à porta.

No dia 22 de março de 2006, há cinco anos, o European Southern Observatory publicou o resultado de um estudo feito com o uso do Verry Large Telescope de Cerro Paranal, Chile, aplicando o dispositivo NACO (http://www.eso.org/sci/facilities/paranal/instruments/naco/) que constatou a existência de uma estrela anã marrom no 24º sistema estelar mais próximo do Sol.

Anãs marrons são estrelas pequenas e de baixa temperatura, algo como um astro intermediário entre um grande planeta gasoso e uma pequena estrela amarela. Não foi a primeira anã marrom descoberta e nem a mais próxima. A estrela Epsilon B da constelação do Indio é na verdade um sistema composto de duas anãs marrons, situadas a 16 anos-luz do Sol e é possível que existem anãs marrons flutuando por aí, mais próximas do que até hoje era possível supor.

O comunicado do ESO, datado de 22 de março de 2006, chama a atenção para esta surpreendente característica da pesquisa astronômica:

"At a time when astronomers are peering into the most distant Universe, looking at objects as far as 13 billion light-years away, one may think that our close neighbourhood would be very well known. Not so. Astronomers still find new star-like objects in our immediate vicinity. Using ESO's VLT, they just discovered a brown dwarf companion to the red star SCR 1845-6357, the 36th closest star to the Sun."


Departamento de Astronomia da UFRGS - 40 anos

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http://www.if.ufrgs.br/ast/


A Astronomia na UFRGS existe antes mesmo da formalização institucional da Universidade (fundação do Observatório em 1908, criação da UFRGS em 1934). Em 1971, no quadro da reestruturação das universidades federais, o Instituto de Física recebeu as atribuições didáticas que até então estavam a cargo da Faculdade de Filosofia. Pelo novo estatuto da UFRGS, o número mínimo de departamentos em uma Unidade Universitária seria de dois, já existindo o Departamento de Física. Em conseqüência, considerando que já existia na UFRGS uma atividade consolidada em Astronomia, foi criado o Departamento de Astronomia, ligado ao Instituto de Física, o qual também passou a administrar o Observatório Astronômico.

A primeira reunião do Departamento de Astronomia ocorreu em 22 de março de 1971, e significativamente, teve como local o prédio principal do Observatório do Morro Santana, na época em final de construção. Participaram desta reunião os professores: José Carlos Haertel, Edemundo da Rocha Vieira, Vitor Francisco de Araújo Haertel, e Jorge Alberto Castro de Faria. Estiveram presentes, também, os bolsistas do Instituto de Física, Rogério Livi e Silvia Helena Becker Livi. Nesta reunião foi eleito o primeiro Chefe do Departamento (Prof. José Carlos Haertel), e foram dadas as providências para consolidar as atividades de ensino, pesquisa, e extensão em Astronomia na UFRGS, incluindo: a decisão de construir um fotômetro estelar (inicialmente com o apoio do Observatório de La Plata, Argentina); o aprimoramento do quadro de pesquisadores e o início da pós-graduação (com a vinda, aprovada nesta reunião, dos doutores Federico Strauss e Zulema Abraham); e o oferecimento da disciplina “Introdução à Astronomia”, a cargo do Prof. Edemundo.

O advento da moderna Astrofísica na UFRGS, nestas circunstâncias, deveu-se à criação do Departamento, à qualificação do quadro de docentes e pesquisadores, e à inauguração do Observatório do Morro Santana.


Texto: Prof. Dr. Jorge Ricardo Ducati.

domingo, 20 de março de 2011

21 de março

2009 - A montagem do Kibo na ISS

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Às 16:51 horas (de Greenwich) do dia 21 de março de 2009, os astronautas Stevem R. Swanson (Syracuse, New York, 1960) e Joseph M. Acaba (Inglewood, California, 1967) realizaram um trabalho externo na International Space Station (ISS) que durou 6 horas e 30 minutos. Eles trabalharam principalmente na instalação do laboratório de navegação orbital japonês Kibo.


1999 - A volta ao mundo de balão, sem escalas


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Amplie esta imagem em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Breitling_Orbiter_Path_Chart.jpg

Há dez anos atrás, em 21 de março de 1999, depois de 19 dias, 21 horas e 47 minutos no ar,
o balão de Betrand Piccard e Brian Jones aterrisou no deserto Egípcio, completando a
primeira circunavegação da Terra em balão sem escalas.

Nos tanques de gas propano líquido, o combustível que havia sido queimado para manter o
balão suspenso durante a viagem, sobravam somente 40 kg das 3,7 toneladas com que o Breitling Orbiter 3
partira de Château d'Oex. Percebendo que a falta de combustível poderia
ter
condenado a aventura, Bertrand Piccard prometeu a si mesmo repetir a circunavegação
da Terra, mas sem usar combustível ou emitir poluentes. A partir desta promessa nasceu o projeto do avião movido a energia solar, o Solar Impulse (http://www.solarimpulse.com/)

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Piccard e Brian Jones, a cápsula pressurizada e o balão em vôo.

Esta viagem de balão ao redor do mundo, um verdadeiro "sonho de Julio Verne", a última grande aventura do século 20, foi iniciada na década de 1980, alinhando uma dúzia de adversários, incluindo Richard Branson, Steve Fossett e Bertrand Piccard. No total, foram feitas 21 tentativas de circunavegar o globo sem tocar o chão, um desafio que os especialistas em aeronáutica consideravam impossível. Bertrand e Brian mostraram que eles estavam errados.
O vôo
, que quebrou sete recordes mundiais, continua a ser o mais longo na distância efetiva (45,633 km) e duração (19 dias, 21 horas e 47 minutos) em toda a história da aviação.


Bertrand Piccard reflete sobre o significado da vitória: "Na época, a circunavegação era um fim em si mesmo. Foi simplesmente um meio de ir adiante, um passo que me permite me comprometer de forma mais ativa com as acções humanitárias e do ambiente. O resultado é o Solar Impulse, projeto de aeronave solar, e a luta pela fundação Ventos da Esperança (Winds of Hope foundation), que é ajudar as crianças".


1969 - Filatelia

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http://www.collectiblestampsgallery.com/ - http://www.collectiblestamps.com/proddetail,asp?prod=SP54

Esta série de dois selos, mais um rótulo central, foi emitida pela Hungria em 21 de marco de 1969, para comemorar o primeiro time de voos da nave russa Soyuz 4 e 5 (16 de janeiro de 1969).


1913 - Guillermo Haro

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Cúpula do Observatório Guillermo Haro, Sonora, México

No dia 21 de março de 1913 nasceu, na Cidade do México, Guillermo Haro Barraza. Um filósofo por formação, mas um stargazer no coração, Guillermo Haro tornou-se o astrónomo mais proeminentes do México no Século 20.

Ele
fez pesquisas em estrelas flare (estrelas variáveis ​​que brevemente e de forma imprevisível apresentam aumento da luminosidade), faint blue stars, objetos como estrelas que emitem ondas de rádio e uma miríade de radiações ultravioleta, galáxias azuis (agrupamentos de estrelas distantes jovens) e nebulosas planetárias (estrelas mais velhas que brilhar mais intensamente após o derramamento suas camadas exteriores gasosas). Haro e George Herbig, trabalhando independentemente, descobriram aqueles que agora são chamados de objetos Herbig-Haro, a pequena nebulosa brilhante formada quando o material descartado em alta velocidade a partir de uma nova estrela "colide" com o meio interestelar. Seu nome foi dado ao Observatório Guillermo Haro perto de Cananea, México. Sua esposa foi a jornalista Elena Poniatowska.



1892 - Annibale de Gasparis

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Annibale de Gasparis nasceu em Brugnara a 9 de abril de 1819 e morreu em Nápoles em 21 de março de 1892. Matemático e astrônomo, foi professor de Astronomia de 1864 a 1889. Seu nome é um dos mais importantes da astronomia do século 19, pois ele foi responsável pela descoberta de nove asteróides num século em que foram descobertos menos de 500 em toda a Terra. Annibale de Gasparis não dispunha dos grandes recursos técnicos que estavam à disposição dos astrônomos de centros como Paris, Hamburgo ou Londres.

20 de março

2010 - Sidewalk Astronomers: "One people, one sky"

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http://www.sidewalkastronomers.us

Um só céu, um só povo. Em 20 de março de 2010 a organização Sidewalkers Astronomers, um serviço público de astrônomos amadores fundado nos Estados Unidos, promoveu a quarta edição da International Sidewalk Astronomy Night, um evento em que telescópios são levados para as ruas e colocados ao alcance das pessoas, além de palestras, debates e toda e qualquer atividade que contemple a astronomia e a divulgação do conhecimento sobre o Universo em que vivemos, com ênfase para a preservação do nosso planeta.

Fundamentados em um grande amor pelo planeta Terra, os "sidewalkers astronomers" pregam que "somos todos um só povo de um pequeno planeta e todos nós precisamos trabalhar juntos para enriquecer esta pequena parte especial do Universo".


No Brasil os núcleos de "sidewalkers" são estes:

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Marcio Malacarne, estado do Espírito Santo. http://www.cce.ufes.br/goa/


GEA - GRUPO DE ESTUDOS DE ASTRONOMIA (Floripa)
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Alfredo Martins, estado de Santa Catarina http://www.gea.org.br/index.html

http://nevoeiro.org/wp-content/uploads/2009/01/logo_nevoeiro-small.jpg http://quanta-gaia.org/dobson/graphics/sidewalk.gif
Reginaldo Gil Nazar, estado do Paraná http://www.nevoeiro.org

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Manuel Ricardo J. Costa, estado do Maranhão http://www.geast-uema.blogspot.com/

http://www.astrocasp.com/_/rsrc/1268957493183/capanova-custom-size-600-240.jpg?height=230&width=600
Antonio Carlos de Silva, estado de São Paulo

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Marcelo de Oliveira Souza, estado do Rio de Janeiro


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http://www.starlab.com/Digital_panel_b.jpghttp://www.sidewalkastronomers.us/sitebuildercontent/sitebuilderpictures/small.jpg
https://lh6.googleusercontent.com/_IbgZA7kKJzk/TX1t-Ih0GUI/AAAAAAAAAlE/gYtf_0bZ7ho/s800/Farol2011-14.jpghttp://www.starrynight.com.au/images/index_starlabs%20around%20the%20world.gifhttp://www.gea.org.br/isumogifastro16.gifhttp://astroclub.org.ru/rus/banners/banner1.jpg


sábado, 19 de março de 2011

19 de março


2009 - Os contrutores da ISS

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Steven R. Swanson e Richard R. Arnold realizaram uma EVA (extra-vehicular activity) na Estação Espacial Internacional a partir das 16:17 do dia 19 de março de 2009, com duração de 6 horas e 7 minutos. Foi a EVA número 121 da ISS. Swanson fazia sua terceira caminhada espacial, Arnold era estreante. A missão consistiu em montar paineis solares e um Truss na ISS. Eles subiram no STS 119, veículo orbital Discovery, que foi lançado no dia 15 de março e retornou no dia 28.


2008 - Sea Launch


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No dia 19 de março de 2008, o arrojado sistema de lançamento Sea Launch, composto de uma plataforma flutuante e um navio administrativo, realizou com sucesso o lançamento de um satélite de comunicações a partir do centro do Oceano Pacífico, em Kiritimati (0.0 N x 154.0 W). O satélite, um Boeing HS 702, propriedade da DirecTV, foi conduzido por um foguete Zenit 3SL para uma órbita geoestacionária a 35 mil quilômetros de altitude e colocado na vertical de um ponto a 99,2º de longitude W.


2007 - Correlação entre eclipses e terremotos no Japão

No dia 19 de março de 2007 a NASA publicou um estudo sobre a hipótese de correlação entre eclipses da Lua e a ocorrência de terremotos no Japão. Na ilustração abaixo, dentro de cada quadro, na parte superior, está identificado o tipo de eclipse (total, parcial ou anelar), o ciclo de Saros a que o eclipse pertence, a data e a duração; na parte inferior consta a dat do "respectivo" terremoto e a sua magnitude.

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2007 - Solar Impulse recebe apoio do Deutsche Bank

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ZURIQUE / FRANKFURT AM MAIN, 19 de março de 2007 - O Deutsche Bank, uma instituição financeira global, com mais de 135 anos de experiência na realização de inovações tecnológicas, está a apoiar o primeiro voo solar ao redor do mundo, começando imediatamente, como o terceiro principal parceiro . A parceria internacional com a equipe do Solar Impulse, que volta ao mundo em avião solar em 2011, foi anunciada hoje em Zurique.

(http://www.solarimpulse.com/common/documents/news_affich.php?lang=en&group=news&IdArticle=35)


1996 - O cometa Hyakutake, pelo ESO 3,5m NTT

No dia 19 de março de 1996, o European Southern Observatory publicou esta foto do cometa Hyakutake. A foto mostra mudanças abruptas no coma mais profundo a poucas centenas de quilômetros do núcleo do cometa. ( http://www.eso.org/public/news/eso9623/)

http://www.eso.org/public/archives/images/newsfeature/eso9623a.jpg


1981 - Morte na plataforma de lançamento

No dia 19 de março de 1981, cinco técnicos sofreram asfixia durante um teste de solo do ônibus espacial Columbia, que se preparava para a missão STS-1, a primeira missão espacial operacional. Dois deles morreram.

O acidente ocorreu durante uma drenagem de nitrogênio da nave. John Blornstad, de 50 anos, um dos cinco técnicos da Rockwell, que estava justamente na seção traseira do módulo, perto do motor, morreu a caminho do hospital. A segunda vítima fatal, Forrest Cole, morreu duas semanas depois.

A remoção de nitrogênio é um procedimento de rotina que usa nitrogênio para expulsar o oxigênio para fora do compartimento do motor antes do teste de disparo, quando qualquer faísca pode deflagrar um incêndio. Não havendo oxigênio não há possibilidade de incêndio.

Após uma contagem regressiva simulada, os técnicos foram mandados, pelas autoridades de supervisão de segurança da Nasa, a entrar no compartimento. Acreditando que as condições no interior da Columbia estavam seguras, eles entraram sem garrafas de ar. Sendo o nitrogênio incolor e inodoro, os cinco homens perderam a consciência antes de perceber que alguma coisa estava errada.

Um sexto técnico descobriu e alertou um guarda de segurança, que vestiu uma garrafa de ar e arrastou as vítimas do compartimento. As equipes de resgate tiveram ainda mais uma dificuldade, quando a ambulância chamada para socorrer foi parada e revistada por sete minutos por seguranças perto do perímetro da rampa de lançamento no Kennedy Space Center.

A portaria do KSC não sabia que ocorrera um problema!

No decorrer de uma investigação de três meses, um conselho de investigação da NASA concluiu que uma mudança de última hora em procedimentos de teste, juntamente com uma quebra na comunicação no KSC, causou o acidente.

As duas mortes foram as primeiras vítimas do programa espacial dos EUA desde 27 de janeiro de 1967, quando os astronautas Virgil Grissom, Ed White e Roger Chaffee morreram quando o fogo irrompeu na cápsula durante os testes de solo para a missão Apollo 1.

O acidente não atrasou o lançamento programado da Columbia para 12 de abril. O veículo orbital, comandado pelo veterano da Apollo, John Young, e pilotado pelo estreante Robert Crippen, levou os americanos ao espaço pela primeira vez em quase seis anos e iniciou o programa de transporte mais bem-sucedidas do espaço.

Mas a tragédia pode esperar o seu tempo - e muitas vezes não está relacionada diretamente com empreendimentos arriscados - e acabou se abatendo sobre o Columbia


1964 - Não há dia sem problemas

Na história da astronáutica, praticamente não há um dia em que alguma coisa não tenha saido errada. Consta que o pequeno foguete lançado pelo professor de física Robert Goddard, em 1926, acabou caindo sobre o telhado de um rancho, o que não estava nos planos. O dano, porém, não passou de uma ou duas telhas quebradas.

No dia 19 de março de 1964 um foguete Delta B, de configuração Thor, foi disparado do complexo LC 17 A de Cabo Canaveral, Flórida, teve problemas na ignição do terceiro estágio quando já se encontrava bem alto sobre o Atlântico. Foi perdido um satélite de pesquisa magnetosférica da classe Earth.


1931- Mally 1179, um astro perdido


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No dia 19 de março de 1931, o astrônomo Karl Reinmuth, da equipe do Observatório Estadual de Heidelberg (Heidelberg Landessternwarte) localizou um asteróide ao analisar uma chapa fotográfica obtida com um telescópio refletor de 72 cm. Reinmuth continuou acompanhando o deslocamento do astro pela região da constelação de Virgem até 13 de maio daquele ano. Então fez os cálculos da órbita e lhe deu um nome: Mally, 1179.

Ninguém procurou por Mally durante alguns anos, mas quando foi feita uma tentativa de encontrá-lo, em 1936, ele não estava onde os cálculos diziam que ele deveria estar. Havia uma imprecisão nos cálculos. A União Astronômica Internacional colocou-o no status de "astro desaparecido".

Os astrônomos Lutz Schmadel, do Astronomisches Rechen-Institut de Heidelberg, República Federal da Alemanha, e Richard M. West, do Obervatório Europeu Austral, refizeram os cálculos orbitais do astro desparecido e procederam uma busca em centenas de chapas catalogadas, conferindo cerca de 400 mil pequenos astros - mas nenhum deles era Mally.

Então resolveram fazer novas chapas, específicas da região em que se previa que Mally estaria no início de 1986, determinada pelos cálculos refeitos. As chapas foram obtidas pelo astrônomo Hans-Emil Schuster, do corpo de funcionários do ESO com o telescópio Schmidt em março de 1986. Cerca de 100 imagens de planetas menores foram identificadas em cada uma das placas e verificou-se que uma delas poderia ser Mally. Uma nova órbita foi calculada e então Mally apareceu em outro levantamento que havia sido feito pelo telescópio Schmidt/ESO em 1979. Schmadel e West investiram mais na pesquisa e encontraram o astro, também, nas chapas de um levantamento feito pelo telescópio Schmidt do Observatório de Monte Palomar, California, em 1952 e ainda numa chapa obtida em 1983 pelo telescópio Schmidt SERC do Observatório de Siding Spring, Nova Gales do Sul, Austrália.


1930 - Henrique Charles Morize

Biografia

Palavras de Alix de Lemos na Academia Brasileira de Ciências
por ocasião do falecimento de Henrique Morize.


"Minhas Senhoras e meus Senhores.
Quis a Academia Brasileira de Ciências que ao discípulo e amigo de menor valor, coubesse a tarefa de vir perante vós dissertar sobre a obra, vultuosa e fecunda, realizada pelo Prof. Henrique Morize no domínio da Astronomia e da Geofísica. Obedecemos a esse imperativo e tentaremos focalizar, embora imprecisamente, os pontos culminantes da vida científica do saudoso Mestre - vida que se iniciou quando em 1885, ingressou após brilhante concurso para o quadro dos astrônomos Imperiais e no qual ascendia, exclusivamente, pelo devotamento ao estudo, pela disciplina no trabalho, e por excepcionais predicados de inteligência e de caráter, ao elevado posto de 1º astrônomo do Observatório Imperial, em cujos Anais publicava, quatro anos após, duas memórias notáveis: a primeira sobre observações de cometas e a segunda sobre um método para calcular as fases de um eclipse.

Em 1893, coube-lhe chefiar a comissão de astrônomos patrícios, enviada a um recanto longínquo do Ceará para observar um eclipse solar. E coincidência feliz, nessa ocasião conheceu senhorita cearense de excelsas virtudes, que seria mais tarde e por longos anos a esposa dedicada, a alma tutelar da família que permitiria que o chefe extremoso se absorvesse por completo no ideal da Ciência. Mas, prossigamos. De 1893 a 1895, o astrônomo, já consagrado, fazia parte da comissão chefiada por Luiz Cruls, outro sábio ilustre, e encarregado da delimitação da Zona do Planalto Central de Goiás, destinada á futura capital da República. Pouco após o seu regresso, conquistava após memorável concurso a Cátedra de Física Experimental da nossa Escola Politécnica - acontecimento que naturalmente orientaria as suas pesquisas para o domínio das Ciências gêmeas da Astronomia - a Astrofísica e a Geofísica tornando-se da última o pioneiro e representante máximo entre nós. E com efeito, em 1905, ainda nos primórdios da Sismologia, instalava o Mestre, no Observatório do Castelo, os pêndulos de Ehlert, que lhe permitiriam registrar sismos e pesquisar os desvios aparentes da vertical no Rio, enfeixando as suas observações em magistral monografia que assim se pode resumir: - submetida à irradiação térmica do Sol, a crosta terrestre se intumesce, e essa intumescência, ou deformação, acompanhando o astro radioso no seu curso diurno, imprime ao centro da massa de sismógrafo sensível, oscilações parasitas, ou desvios aparentes, que mascaram os que proviriam da ação gravitativa luni-solar sobre o núcleo semi-rígido da Terra - oscilações estas previstas por Kelvin e Darwin e experimentalmente evidenciadas por Hecker, de Potsdam.

Inaugurou ainda, em 1908, o estudo das variações do potencial elétrico da atmosfera, no Rio, publicando em revista norte americana artigo notável sobre o assunto. Em 1910, então Diretor da Diretoria de Meteorologia e Astronomia, projetava e organizava detalhadamente a primeira "rede meteorológica brasileira" e fazia ainda, alguns anos mais tarde, o estudo climográfico das observações colhidas em magistral monografia, publicada no Dicionário do Instituto Histórico e Geográfico, sob o modesto título de "Contribuição ao estudo do clima do Brasil". E ainda mais, sob a sua direção, estabelecia-se em 1914, o estudo das variações periódicas e seculares do campo magnético terrestre, em observatório anexo situado em Vassouras.

Em 1910, por ocasião do célebre eclipse solar que devia confirmar ou invalidar a teoria da gravitação de Einstein, volvia o Mestre ao Ceará, chefiando a Comissão brasileira que iria a Sobral reunir-se à inglesa chefiada por Cromelin. As fotografias das protuberâncias e coroa, então obtidas pelos astrônomos patrícios são de rara beleza. De volta dessa Comissão, conseguiu ainda realizar a sua máxima aspiração a de promover a instalação e inauguração do novo observatório recentemente construído; e cujo equipamento rivalizava então com o da maioria dos observatórios mundiais; e no qual, a partir de 1921, orientou observações e pesquisas, que colaboradores devotados realizam com abnegação e proficiência - são discípulos que dignificam a memória do Mestre.

E aqui nos deteremos, meus senhores, porquanto seria impossível, nos limites cerrados de uma alocução, estudar a obra vultuosa do sábio, que cultuamos. Entretanto, do esboço imperfeito que traçamos, uma verdade se evidencia - é que o Mestre cuja perda nos enluta constitui pelo acendrado culto da Ciência, pela bondade excessiva, pelo desapego dos bens utilitários da existência, um exemplo contagioso de idealismo sadio, demonstrado pela nobreza dessa atitude que acima das contingências materiais da vida pairam os interesses supremos da moral e da razão. Ecce homo, meus senhores."


Fonte: Academia Brasileira de Ciências.

Veja mais sobre Henrique Morize: http://eternosaprendizes.com/2010/05/20/20-de-maio-de-1923-radio-sociedade-do-rio-de-janeiro/


1911 - Max Wolf e os asteróides

No dia 19 de março de 1911, o astrônomo alemão Max Wolf descobriu o asteróide de número 712, ao qual deu o nome de Boliviana. Era a sua 122º descoberta de asteróide, numa carreira que teve 248 descobertas. Max Wolf desenvolveu a técnica da astrofotografia, tendo sido responsável por notável aumento no número de asteróides descobertos nos primeiros vinte anos do século XX.
19 de março de 1893 - Asteróide 364 Isara