sábado, 19 de março de 2011

19 de março


2009 - Os contrutores da ISS

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Steven R. Swanson e Richard R. Arnold realizaram uma EVA (extra-vehicular activity) na Estação Espacial Internacional a partir das 16:17 do dia 19 de março de 2009, com duração de 6 horas e 7 minutos. Foi a EVA número 121 da ISS. Swanson fazia sua terceira caminhada espacial, Arnold era estreante. A missão consistiu em montar paineis solares e um Truss na ISS. Eles subiram no STS 119, veículo orbital Discovery, que foi lançado no dia 15 de março e retornou no dia 28.


2008 - Sea Launch


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No dia 19 de março de 2008, o arrojado sistema de lançamento Sea Launch, composto de uma plataforma flutuante e um navio administrativo, realizou com sucesso o lançamento de um satélite de comunicações a partir do centro do Oceano Pacífico, em Kiritimati (0.0 N x 154.0 W). O satélite, um Boeing HS 702, propriedade da DirecTV, foi conduzido por um foguete Zenit 3SL para uma órbita geoestacionária a 35 mil quilômetros de altitude e colocado na vertical de um ponto a 99,2º de longitude W.


2007 - Correlação entre eclipses e terremotos no Japão

No dia 19 de março de 2007 a NASA publicou um estudo sobre a hipótese de correlação entre eclipses da Lua e a ocorrência de terremotos no Japão. Na ilustração abaixo, dentro de cada quadro, na parte superior, está identificado o tipo de eclipse (total, parcial ou anelar), o ciclo de Saros a que o eclipse pertence, a data e a duração; na parte inferior consta a dat do "respectivo" terremoto e a sua magnitude.

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2007 - Solar Impulse recebe apoio do Deutsche Bank

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ZURIQUE / FRANKFURT AM MAIN, 19 de março de 2007 - O Deutsche Bank, uma instituição financeira global, com mais de 135 anos de experiência na realização de inovações tecnológicas, está a apoiar o primeiro voo solar ao redor do mundo, começando imediatamente, como o terceiro principal parceiro . A parceria internacional com a equipe do Solar Impulse, que volta ao mundo em avião solar em 2011, foi anunciada hoje em Zurique.

(http://www.solarimpulse.com/common/documents/news_affich.php?lang=en&group=news&IdArticle=35)


1996 - O cometa Hyakutake, pelo ESO 3,5m NTT

No dia 19 de março de 1996, o European Southern Observatory publicou esta foto do cometa Hyakutake. A foto mostra mudanças abruptas no coma mais profundo a poucas centenas de quilômetros do núcleo do cometa. ( http://www.eso.org/public/news/eso9623/)

http://www.eso.org/public/archives/images/newsfeature/eso9623a.jpg


1981 - Morte na plataforma de lançamento

No dia 19 de março de 1981, cinco técnicos sofreram asfixia durante um teste de solo do ônibus espacial Columbia, que se preparava para a missão STS-1, a primeira missão espacial operacional. Dois deles morreram.

O acidente ocorreu durante uma drenagem de nitrogênio da nave. John Blornstad, de 50 anos, um dos cinco técnicos da Rockwell, que estava justamente na seção traseira do módulo, perto do motor, morreu a caminho do hospital. A segunda vítima fatal, Forrest Cole, morreu duas semanas depois.

A remoção de nitrogênio é um procedimento de rotina que usa nitrogênio para expulsar o oxigênio para fora do compartimento do motor antes do teste de disparo, quando qualquer faísca pode deflagrar um incêndio. Não havendo oxigênio não há possibilidade de incêndio.

Após uma contagem regressiva simulada, os técnicos foram mandados, pelas autoridades de supervisão de segurança da Nasa, a entrar no compartimento. Acreditando que as condições no interior da Columbia estavam seguras, eles entraram sem garrafas de ar. Sendo o nitrogênio incolor e inodoro, os cinco homens perderam a consciência antes de perceber que alguma coisa estava errada.

Um sexto técnico descobriu e alertou um guarda de segurança, que vestiu uma garrafa de ar e arrastou as vítimas do compartimento. As equipes de resgate tiveram ainda mais uma dificuldade, quando a ambulância chamada para socorrer foi parada e revistada por sete minutos por seguranças perto do perímetro da rampa de lançamento no Kennedy Space Center.

A portaria do KSC não sabia que ocorrera um problema!

No decorrer de uma investigação de três meses, um conselho de investigação da NASA concluiu que uma mudança de última hora em procedimentos de teste, juntamente com uma quebra na comunicação no KSC, causou o acidente.

As duas mortes foram as primeiras vítimas do programa espacial dos EUA desde 27 de janeiro de 1967, quando os astronautas Virgil Grissom, Ed White e Roger Chaffee morreram quando o fogo irrompeu na cápsula durante os testes de solo para a missão Apollo 1.

O acidente não atrasou o lançamento programado da Columbia para 12 de abril. O veículo orbital, comandado pelo veterano da Apollo, John Young, e pilotado pelo estreante Robert Crippen, levou os americanos ao espaço pela primeira vez em quase seis anos e iniciou o programa de transporte mais bem-sucedidas do espaço.

Mas a tragédia pode esperar o seu tempo - e muitas vezes não está relacionada diretamente com empreendimentos arriscados - e acabou se abatendo sobre o Columbia


1964 - Não há dia sem problemas

Na história da astronáutica, praticamente não há um dia em que alguma coisa não tenha saido errada. Consta que o pequeno foguete lançado pelo professor de física Robert Goddard, em 1926, acabou caindo sobre o telhado de um rancho, o que não estava nos planos. O dano, porém, não passou de uma ou duas telhas quebradas.

No dia 19 de março de 1964 um foguete Delta B, de configuração Thor, foi disparado do complexo LC 17 A de Cabo Canaveral, Flórida, teve problemas na ignição do terceiro estágio quando já se encontrava bem alto sobre o Atlântico. Foi perdido um satélite de pesquisa magnetosférica da classe Earth.


1931- Mally 1179, um astro perdido


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No dia 19 de março de 1931, o astrônomo Karl Reinmuth, da equipe do Observatório Estadual de Heidelberg (Heidelberg Landessternwarte) localizou um asteróide ao analisar uma chapa fotográfica obtida com um telescópio refletor de 72 cm. Reinmuth continuou acompanhando o deslocamento do astro pela região da constelação de Virgem até 13 de maio daquele ano. Então fez os cálculos da órbita e lhe deu um nome: Mally, 1179.

Ninguém procurou por Mally durante alguns anos, mas quando foi feita uma tentativa de encontrá-lo, em 1936, ele não estava onde os cálculos diziam que ele deveria estar. Havia uma imprecisão nos cálculos. A União Astronômica Internacional colocou-o no status de "astro desaparecido".

Os astrônomos Lutz Schmadel, do Astronomisches Rechen-Institut de Heidelberg, República Federal da Alemanha, e Richard M. West, do Obervatório Europeu Austral, refizeram os cálculos orbitais do astro desparecido e procederam uma busca em centenas de chapas catalogadas, conferindo cerca de 400 mil pequenos astros - mas nenhum deles era Mally.

Então resolveram fazer novas chapas, específicas da região em que se previa que Mally estaria no início de 1986, determinada pelos cálculos refeitos. As chapas foram obtidas pelo astrônomo Hans-Emil Schuster, do corpo de funcionários do ESO com o telescópio Schmidt em março de 1986. Cerca de 100 imagens de planetas menores foram identificadas em cada uma das placas e verificou-se que uma delas poderia ser Mally. Uma nova órbita foi calculada e então Mally apareceu em outro levantamento que havia sido feito pelo telescópio Schmidt/ESO em 1979. Schmadel e West investiram mais na pesquisa e encontraram o astro, também, nas chapas de um levantamento feito pelo telescópio Schmidt do Observatório de Monte Palomar, California, em 1952 e ainda numa chapa obtida em 1983 pelo telescópio Schmidt SERC do Observatório de Siding Spring, Nova Gales do Sul, Austrália.


1930 - Henrique Charles Morize

Biografia

Palavras de Alix de Lemos na Academia Brasileira de Ciências
por ocasião do falecimento de Henrique Morize.


"Minhas Senhoras e meus Senhores.
Quis a Academia Brasileira de Ciências que ao discípulo e amigo de menor valor, coubesse a tarefa de vir perante vós dissertar sobre a obra, vultuosa e fecunda, realizada pelo Prof. Henrique Morize no domínio da Astronomia e da Geofísica. Obedecemos a esse imperativo e tentaremos focalizar, embora imprecisamente, os pontos culminantes da vida científica do saudoso Mestre - vida que se iniciou quando em 1885, ingressou após brilhante concurso para o quadro dos astrônomos Imperiais e no qual ascendia, exclusivamente, pelo devotamento ao estudo, pela disciplina no trabalho, e por excepcionais predicados de inteligência e de caráter, ao elevado posto de 1º astrônomo do Observatório Imperial, em cujos Anais publicava, quatro anos após, duas memórias notáveis: a primeira sobre observações de cometas e a segunda sobre um método para calcular as fases de um eclipse.

Em 1893, coube-lhe chefiar a comissão de astrônomos patrícios, enviada a um recanto longínquo do Ceará para observar um eclipse solar. E coincidência feliz, nessa ocasião conheceu senhorita cearense de excelsas virtudes, que seria mais tarde e por longos anos a esposa dedicada, a alma tutelar da família que permitiria que o chefe extremoso se absorvesse por completo no ideal da Ciência. Mas, prossigamos. De 1893 a 1895, o astrônomo, já consagrado, fazia parte da comissão chefiada por Luiz Cruls, outro sábio ilustre, e encarregado da delimitação da Zona do Planalto Central de Goiás, destinada á futura capital da República. Pouco após o seu regresso, conquistava após memorável concurso a Cátedra de Física Experimental da nossa Escola Politécnica - acontecimento que naturalmente orientaria as suas pesquisas para o domínio das Ciências gêmeas da Astronomia - a Astrofísica e a Geofísica tornando-se da última o pioneiro e representante máximo entre nós. E com efeito, em 1905, ainda nos primórdios da Sismologia, instalava o Mestre, no Observatório do Castelo, os pêndulos de Ehlert, que lhe permitiriam registrar sismos e pesquisar os desvios aparentes da vertical no Rio, enfeixando as suas observações em magistral monografia que assim se pode resumir: - submetida à irradiação térmica do Sol, a crosta terrestre se intumesce, e essa intumescência, ou deformação, acompanhando o astro radioso no seu curso diurno, imprime ao centro da massa de sismógrafo sensível, oscilações parasitas, ou desvios aparentes, que mascaram os que proviriam da ação gravitativa luni-solar sobre o núcleo semi-rígido da Terra - oscilações estas previstas por Kelvin e Darwin e experimentalmente evidenciadas por Hecker, de Potsdam.

Inaugurou ainda, em 1908, o estudo das variações do potencial elétrico da atmosfera, no Rio, publicando em revista norte americana artigo notável sobre o assunto. Em 1910, então Diretor da Diretoria de Meteorologia e Astronomia, projetava e organizava detalhadamente a primeira "rede meteorológica brasileira" e fazia ainda, alguns anos mais tarde, o estudo climográfico das observações colhidas em magistral monografia, publicada no Dicionário do Instituto Histórico e Geográfico, sob o modesto título de "Contribuição ao estudo do clima do Brasil". E ainda mais, sob a sua direção, estabelecia-se em 1914, o estudo das variações periódicas e seculares do campo magnético terrestre, em observatório anexo situado em Vassouras.

Em 1910, por ocasião do célebre eclipse solar que devia confirmar ou invalidar a teoria da gravitação de Einstein, volvia o Mestre ao Ceará, chefiando a Comissão brasileira que iria a Sobral reunir-se à inglesa chefiada por Cromelin. As fotografias das protuberâncias e coroa, então obtidas pelos astrônomos patrícios são de rara beleza. De volta dessa Comissão, conseguiu ainda realizar a sua máxima aspiração a de promover a instalação e inauguração do novo observatório recentemente construído; e cujo equipamento rivalizava então com o da maioria dos observatórios mundiais; e no qual, a partir de 1921, orientou observações e pesquisas, que colaboradores devotados realizam com abnegação e proficiência - são discípulos que dignificam a memória do Mestre.

E aqui nos deteremos, meus senhores, porquanto seria impossível, nos limites cerrados de uma alocução, estudar a obra vultuosa do sábio, que cultuamos. Entretanto, do esboço imperfeito que traçamos, uma verdade se evidencia - é que o Mestre cuja perda nos enluta constitui pelo acendrado culto da Ciência, pela bondade excessiva, pelo desapego dos bens utilitários da existência, um exemplo contagioso de idealismo sadio, demonstrado pela nobreza dessa atitude que acima das contingências materiais da vida pairam os interesses supremos da moral e da razão. Ecce homo, meus senhores."


Fonte: Academia Brasileira de Ciências.

Veja mais sobre Henrique Morize: http://eternosaprendizes.com/2010/05/20/20-de-maio-de-1923-radio-sociedade-do-rio-de-janeiro/


1911 - Max Wolf e os asteróides

No dia 19 de março de 1911, o astrônomo alemão Max Wolf descobriu o asteróide de número 712, ao qual deu o nome de Boliviana. Era a sua 122º descoberta de asteróide, numa carreira que teve 248 descobertas. Max Wolf desenvolveu a técnica da astrofotografia, tendo sido responsável por notável aumento no número de asteróides descobertos nos primeiros vinte anos do século XX.
19 de março de 1893 - Asteróide 364 Isara